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Backend de neobank com saldos cripto: uma key para net-worth, KYT e saques

Um neobank que oferece saldos em BTC, ETH e TRON precisa mostrar patrimônio consolidado do cliente, decidir se libera cada entrada e cada saque, e pagar retiradas em lote. O caminho comum no Brasil é amarrar três contratos: uma API de balances, um fornecedor de screening AML e um rail de payout, cada um com sua key, seu billing e seu suporte. Esta arquitetura de referência descreve como concentrar as três funções sobre nós próprios, com uma key e um saldo pré-pago em credits.

O desafio

O produto precisa responder três perguntas em pontos diferentes do fluxo: quanto o cliente tem agora (net-worth por conta, somando BTC/ETH/TRON), esse dinheiro que está entrando é limpo (risk-score e KYT na borda do on-ramp e do off-ramp), e como pagar dezenas ou centenas de saques sem montar assinatura de transação para cada um. Com três fornecedores, cada resposta vem de um sistema diferente, com latência, conciliação e reconciliação de saldos separadas. O time de produto acaba mantendo três integrações só para creditar e liberar dinheiro com segurança.

Primitivas usadas
  • Balances / portfolio / net-worthC2
  • Address risk-score / exposureC3
  • Transaction screening / KYTC3
  • Mass payout / settlementC2

Net-worth por conta em uma leitura, sem indexar três chains

Para a tela de patrimônio, o backend faz uma leitura de balances que já cobre BTC, ETH e TRON (incluindo TRX e tokens como USDT/USDC na TRON) por conta. Não é preciso rodar nó próprio de cada rede nem manter indexadores paralelos. O valor consolidado em fiat sai combinando esses balances com preço spot da mesma key, o que mantém a tela de saldo e o extrato coerentes.

Decisão na borda do ramp, monitoramento depois do assentamento

No momento do on-ramp e do off-ramp, o risk-score e o screening de sanctions rodam antes de creditar ou liberar: entrada suspeita não vira saldo disponível e saque para carteira marcada não sai. Já o KYT observa a atividade que já assentou na conta, gerando sinal para review sem bloquear o fluxo instantâneo que o cliente brasileiro espera de pagamentos em cripto.

Mass payout de saques sobre o mesmo saldo de credits

As retiradas aprovadas entram em um mass payout: você envia o lote e a plataforma monta a estrutura de broadcast. A assinatura fica do lado do cliente, nós não custodiamos keys. Como balances, screening, spot e payout consomem o mesmo saldo de credits, não há três faturas nem três limites de rate para conciliar no fim do mês.

O que a arquitetura entrega

  • Três funções antes divididas entre API de balances, fornecedor de screening e rail de payout passam a viver sobre uma key e um saldo, reduzindo contratos e pontos de conciliação.
  • Entradas e saques passam por risk-score e sanctions na borda do ramp, enquanto o KYT acompanha o que já assentou, separando bloqueio de monitoramento.
  • Tela de patrimônio e extrato ficam coerentes porque net-worth e preço spot vêm da mesma origem, sem defasagem entre fornecedores.

Perguntas frequentes

Vocês custodiam as keys das carteiras do neobank para executar os saques?

Não. A plataforma monta a transação e faz o broadcast, mas a assinatura fica inteiramente do lado do cliente. Nós não guardamos private keys nem operamos custódia; o mass payout recebe as transações já assinadas ou entrega o material para você assinar no seu ambiente.

Qual a diferença entre o screening no ramp e o KYT que roda depois?

O screening no on-ramp/off-ramp é uma decisão de porteiro: risk-score e sanctions rodam antes de creditar ou liberar, então fundo reprovado não vira saldo. O KYT é monitoramento contínuo do que já entrou na conta, produzindo sinais de review para o time de compliance sem travar cada operação em tempo real.

Recarregue, pegue a chave e publique.

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